O site do ipma.pt tornou hoje, depois do sismo com epicentro em Alenquer (4.1 Richter) a cair pelas 12:14 de 19.02.2026

Horas depois era ativada uma página temporária indicando que

Versão simplificada da página de internet do IPMA

Página visível por acesso direto ou redirecionado (devido a um volume de tráfego excecionalmente elevado ou por ações de manutenção).
No caso de redirecionamento, assim que a situação o permita retornará à página original.”

em 17.02.2025 já a CpC tinha alertado 

que “Sismo de 4.8/5.0 em Portugal Expõe Novamente Fragilidades do Site do IPMA: É Urgente Melhorar a sua Resiliência!”

Perante uma ocorrência deste tipo seria de esperar que o site do IPMA fosse a principal, mais fiável e segura fonte de informação. Infelizmente não foi (e: de novo). O mesmo já tinha aliás acontecido em agosto do ano passado:
https://cidadaospelaciberseguranca.com/2024/08/26/sismo-de-5-3-em-portugal-expoe-fragilidades-do-site-do-ipma-e-urgente-melhorar-a-sua-resiliencia/

O site do IPMA tornou a não aguentar a carga dos utilizadores que procuraram saber o que se passava e que não conseguiram informação do site.

Isto significa que quando acontecer o grande sismo que se sabe que irá acontecer – mais cedo ou mais tarde – os sistemas do IPMA não serão resilientes ao aumento de acessos (supondo que as redes móveis e de internet resistem) e, provavelmente, ao próprio sismo.

Atualizamos assim a recomendações feitas em Agosto de 2024:
Seria prudente se o IPMA para evitar estas indisponibilidades crónicas:
1. Usasse CDN (Content Delivery Network) para armazenar cópias do conteúdo do site em servidores distribuídos geograficamente, permitindo que os usuários acedam recursos de um servidor próximo.
2. Implementasse um bom sistema de balanceamento de Carga (Load Balancing)
3. Se já tem balanceamento adicionasse mais servidores ao ambiente para lidar com o aumento do tráfego.
4. Realizar uma optimização do código e site tendo em vista a redução da carga de acessos e uma ativação automática de uma página simplificado em caso de picos de acessos.
5. Avalie o alojamento do site em plataformas na nuvem que permitam escalar automaticamente os recursos com base na procura.
6. Realize (urgentemente testes de carga e tenha um plano para lidar com a perda total de acessos e de servidores em cidades como Lisboa (supondo que é aqui que os seus sistemas assentam). Actualmente o site parece continuar a residir no IP 193.137.20.123 (FCCN) que está associado à geolocalização “Lisboa” (o epicentro do grande terremoto de 1755), ou seja, o centro de dados está em Lisboa algo que, aliás, parece confirmado pelo contrato público que pode ser consultado em https://www.base.gov.pt/Base4/pt/resultados/?type=doc_documentos&id=1862161&ext=.pdf

Implementando estas estratégias, o IPMA poderia minimizar o risco de que o seu site seja colocado fora do ar devido a um grande número de acessos, garantindo o acesso às importantes informações que apenas o IPMA pode fornecer ao público com o rigor e exigência que se lhe reconhece.

One response to “Sismo de 4,1 em Alenquer volta a deitar abaixo o site do IPMA e confirma alertas ignorados sobre falta de resiliência digital”

  1. Avatar de Gorete Figueiredo
    Gorete Figueiredo

    É realmente importante ter melhores condiçoes de resposta a estas situaçoes.

    Gostar

Deixe uma resposta para Gorete Figueiredo Cancelar resposta

Contacte a CpC para pedidos de ajuda, orientações, conselhos e propor iniciativas:

← Back

Your message has been sent

“A cibersegurança é a arte de proteger a informação digital sem restringir a inovação.”
— Satya Nadella