A manipulação de eleições por meio de contas falsas e desinformação nas redes sociais é um problema global crescente conforme a CpC alertou recentemente em https://cidadaospelaciberseguranca.com/2024/11/27/como-foram-manipuladas-as-eleicoes-na-romenia-o-que-a-europa-fazer-para-impedir-repeticoes-do-que-se-passou/. No caso da Roménia, e depois de muita polémica o TikTok a declarou que removeu 66 mil contas falsas e 10 milhões de seguidores falsos, comprovando que houve – de facto – manipulação destas eleições e o impacto dessas práticas. Estratégias como a criação de contas falsas, o uso de bots e a disseminação de conteúdo direcionado são amplamente utilizadas para manipular a opinião pública e influenciar eleitores. Isto não acontece apenas no TikTok mas acontece, em grande medida no TikTok, e explica em parte a deriva da juventude para a extrema direita e para outos extremismos.
Este tipo de interferência não é, infelizmente, exclusivo da Roménia. Eleições nos EUA, o referendo do Brexit e diversas votações na União Europeia foram alvos de campanhas de desinformação atribuídas à Rússia e a outros agentes. Redes como Facebook, Instagram, Twitter (agora X) e TikTok trabalham constantemente para identificar e remover redes de contas falsas antes de eventos políticos importantes mas, manifestamente, não estão a fazer o suficiente nem, muito menos, os Legisladores portugueses e europeus.
Em termos de escala, em 2020 o Facebook declarou que removeu mais de 50 redes organizadas de desinformação em vários países, enquanto o TikTok, em 2023, destacou a crescente sofisticação das operações de manipulação eleitoral. Como resposta, as plataformas têm investido em ferramentas de inteligência artificial para detectar comportamentos inautênticos, além de estabelecer parcerias com governos e publicar relatórios sobre suas ações.
Apesar destes esforços, os criadores de desinformação adaptam rapidamente as suas tácticas para fugirem a qualquer forma de detecção. Além disso, existem lacunas regulatórias dificultam uma resposta global mais robusta, dado que a legislação tem um ritmo próprio que não acompanha o ritmo acelerado da evolução tecnológica.

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